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13ª Bienal de Arquitetura de São Paulo segue até julho

Publicado em

30/5/2022

A 13ª edição da Bienal de Arquitetura ocorre até 17 de julho em diferentes pontos da cidade, com exposições no Sesc Avenida Paulista e no Centro Cultural São Paulo (este último, com abertura neste sábado, dia 04/06).

Sob o tema "Travessias", o evento, realizado pelo IAB-São Paulo (desde 1973), com o patrocínio master da Belgo Bekaert Arames, parceria institucional do Sesc São Paulo e Centro Cultural São Paulo, parte de uma realidade de intensas transformações geradas pela pandemia de Covid-19, que exigiu esforços intensos de organização das dinâmicas urbanas, sociais e profissionais pela sobrevivência.

De novembro de 2020 a janeiro de 2021 foi aberto um concurso para selecionar uma proposta de co-curadoria para a 13ª edição que sugeria como eixos norteadores: democracia, corpos, memória, informação e ecologia.

Entre as 11 propostas avaliadas, "Travessias", que dá nome à edição, foi escolhida por unanimidade. A equipe vencedora é formada por nove integrantes brasileiros de diversas áreas de atuação: Carolina Piai Vieira, Larissa Francez Zarpelon, Louise Lenate Ferreira da Silva, Luciene Gomes, Pedro Cardoso Smith, Pedro Vinícius Alves, Raíssa Albano de Oliveira, Thiago Sousa Silva, Viviane de Andrade Sá. O grupo, ao lado da curadora residente, Sabrina Fontenele, construiu a 13ª Bienal Internacional de Arquitetura – Travessias.

A proposta "Travessias" entende que a pandemia reforça desigualdades socioespaciais que já se estabeleciam, não só no país, como no mundo, compreendendo que essas estruturas sofrem fragmentações, tanto físicas quanto simbólicas, enraizadas nos violentos processos de colonização e apagamentos históricos. Como consequência, provocam inúmeras manifestações de opressão – como o racismo, o sexismo, o capacitismo e a colonialidade – no Brasil e em diversos territórios pelo mundo.

A equipe curatorial partiu do conceito de travessias da historiadora Maria Beatriz Nascimento, (1942, Aracaju, SE – 1995, Rio de Janeiro, RJ) que investiga o que do passado colonial e das diásporas permanece e o que se altera nesses deslocamentos das populações pelo mundo.

Segundo a equipe curatorial, travessias geralmente estão relacionadas a conexão: a ponte que possibilita a transposição entre duas margens de um rio; a escada faz a ligação entre dois níveis; a rampa vence o desnível de forma acessível; os caminhos conectam territórios. “Travessias também podem ser entendidas como percurso: as migrações forçadas dos povos africanos sequestrados de seus países de origem, as fugas para os quilombos ou os deslocamentos do campo para a cidade. Travessia é, portanto, um movimento que implica corpos e territórios e, se realizada coletivamente, o compartilhamento de experiências, de memórias e de identidade. Os territórios são marcados por desigualdades sociais, temporais e geográficas e, no caso brasileiro, foram conformados por disputas que envolvem o desejo de permanência e de movimento”, completa a curadoria.

A 13ª Bienal Internacional de Arquitetura – Travessias reúne trabalhos de 10 convidados pela curadoria – instalações artísticas – e de 23 selecionados por uma chamada aberta. A exposição desses projetos será realizada no Sesc Avenida Paulista e no Centro Cultural SP. A 13ª edição é composta por três eixos: a exposição nos dois endereços; por uma extensa programação – conferências, mesas temáticas e performances – que acontece nos equipamentos culturais e espaços públicos do eixo da Avenida Paulista: Sesc, Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles; e por atividades educativas – visitas guiadas, oficinas e mediação.

Clique aqui e confira toda a programação da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo

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